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Kevin Kraus

Presença habitual em eventos desportivos de resistência, em 2014 Kevin Kraus estava ansioso por participar pela terceira vez consecutiva no Triatlo Herbalife, em Los Angeles. Mal podia ele imaginar que essa corrida viria a ter um valor muito especial, tornando‑se na prova mais difícil da sua vida, a nível físico e psicológico.

A 2 de junho de 2014, Kevin viajava do trabalho para casa na sua mota quando se viu envolvido num grave acidente com outro veículo. “Dizem que eu voei quase 15 metros de altura,” recorda. “Só me lembro de acordar nas Urgências, muito desorientado.

Foi submetido a nove operações, mas apesar das tentativas, a perna esquerda de Kevin teve de ser amputada 5 dias mais tarde. “Fizeram tudo o que podiam,” explica Kevin. “Mas os danos eram demasiados.”

Descrevendo os dias seguintes ao acidente como uma “batalha”, Kevin admite que durante esses dias negros teve vários pensamentos negativos, perguntando‑se “Porquê eu?”. No entanto, começou finalmente a pensar no seu futuro. “Vi dois caminhos,” explicou. “Um em que estava cheio de dúvidas, arrependimento, autocomiseração e me via como uma vítima ou outro em que enfrentava o desafio e a situação como uma oportunidade de provar, a mim mesmo, que conseguiria ultrapassar qualquer desafio e qualquer obstáculo.”

Pensando nesses dias Kevin confessa, “A tentação de seguir pelo caminho da autocomiseração foi grande, mas felizmente a minha família e os meus colegas de trabalho não deixaram que isso acontecesse.”

Os colegas de Kevin na Herbalife estiveram sempre a seu lado e fizeram uma sessão fotográfica com centenas de pessoas com quem Kevin trabalhava, todos a segurarem cartazes com mensagens positivas. Kevin ficou muito comovido e, com o apoio dos seus amigos, da família e dos seus colegas, começou a trabalhar na sua recuperação. A mãe, Cheri, recorda, “Quando o Kevin voltou para casa do hospital, estava ansioso por se levantar e começar a andar.”
“No dia em que viu o médico especialista em próteses, estava muito ansioso”, continua Cheri. “No consultório do médico, levantou‑se imediatamente e começou a andar com a prótese – eles ficaram impressionados. Não esperavam que ele conseguisse andar com ela tão rapidamente.”

Mas voltar a andar não era suficiente para Kevin, que definiu como objetivo voltar ao Triatlo Herbalife. “Estou mais motivado do que nunca para acabar este triatlo,” revelou com emoção durante o treino antes da corrida. “Tenho de provar a mim mesmo que consigo fazer isto. Toda a recuperação, todo o trabalho árduo, toda a dor e toda a terapia física deram‑me uma energia e uma vontade enormes. Vou levá‑las comigo para o triatlo.”

Com o trauma ainda tão recente e a adaptação à prótese a juntar‑se a um desafio atlético já por si intenso, naquele dia Kevin estava nervoso e ansioso e descreveu a sensação de cruzar a linha da meta como, “A melhor sensação que tive em muito anos.

Com a corrida de 2014 terminada, Kevin continua a olhar em frente com o mesmo espírito competitivo. “Em 2014, a minha lesão era ainda tão nova para mim que participar na corrida foi quase uma novidade. Para o ano, será a sério. Não quero que as pessoas olhem para mim e digam ‘Uau! Que incrível, bom para ele.’ Quero que olhem para mim como um concorrente, como um adversário, e tentem acompanhar‑me.”

Com reverência inspiradora, conclui, “Não percam tempo a sentirem pena de mim. Nada me vai parar – Voltei.”

His mom describes how when he came home from the hospital he was eager to get walking again, and he was also enthusiastic to visit the prosthetic doctor. He shocked his doctor when he got up and started walking on his new prosthetic immediately. Kevin was driven more than ever to finish the triathlon, continuing to train hard for it. On the day of the race, his nerves were high, but all of his preparation paid off. Competing, and then crossing the finish line, was the best feeling he had in a long time. Kevin says he wants to come back even stronger for the next triathlon. He doesn’t want people to look at him and say, “Good for him.” He wants people to see him as the competition that they need to try and keep up with. Most of all, he says he doesn’t want anyone to feel sorry for him, because he’s back.

“Competing in triathlons is the ultimate test of mental fitness. It really forces an athlete to push through that physical pain and find the inner strength."

“Crossing the finish line at the Herbalife triathlon was the best feeling I’ve had in a really long time.”

“I don’t want people to look at me and say, ‘Wow, that’s great, good for him.’ I want them to see me as the competition and try to keep up with me.”

“Do not spend any time feeling sorry for me. Nothing is going to stop me. I’m back.”

“My Herbalife coworkers arranged a big photo session where everyone made signs and took pictures with hundreds of people who I work with. It was so touching to receive that.”

—Kevin Kraus